Category Archives: Séries

Quem quer ser… Margaery Tyrell?

Sim, continuamos em Game of Thrones. Primeiro estranha-se, mas depois…

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La vie en rose – Louis Armstrong

Vão lá ver How I Met Your Mother e apaixonem-se pela Cristin Milioti também. :)

Hold me close and hold me fast
The magic spell you cast
This is la vie en rose

When you kiss me heaven sighs
And though I close my eyes
I see la vie en rose

When you press me to your heart
I’m in a world apart
A world where roses bloom

And when you speak angels sing from above
Everyday words seem to turn into love songs

Give your heart and soul to me
And life will always be
La vie en rose

2013: Uma série de recomendações

Tenho o hábito de fazer uma lista ordenada de séries que acompanhei mas, este ano, não só variei um pouco no género do que vi, de tal modo que acharia injusto fazer comparações qualitativas, como achei complicado preencher dez lugares sem estar convicta de que gostava mesmo das séries que enumeraria. Assim sendo, e sem mais conversas, aqui estão algumas das séries que acompanho/acompanhei, por ordem alfabética.

E vocês, o que andaram a ver este ano?

Chuck

De Chris Fedak e Josh Schwartz
NBC
Acção, Comédia, “Geek”
2007 – 2012 (5 temporadas)
Finalizada

Captura de ecrã 2013-08-26, às 21.43.24

Já tinha várias vezes dado com a publicidade a Chuck na 2, mas ficava sempre com a impressão que seria algo do género de The Big Bang Theory, mas mais caricatural. Estava muito enganada. Com a pausa de Verão, em que as séries “suspeitas do costume” vão de férias e nos deixam sem nada para ver, decidi dar um oportunidade a Chuck e não me arrependo. Confesso que achei piada ao facto de misturarem a acção exacerbada das piruetas, fogos e cambalhotas com a trapalhice de Chuck e companhia. O elenco ajuda, e o desenvolvimento de personagens também. A má notícia é que são só 5 temporadas, o que acaba por ser também uma boa notícia, porque nos poupa dos “enche chouriços” e do arrastamento da trama.

 

Doctor Who

BBC
Ficção Científica
2005 – presente (7 temporadas)
Renovada

Captura de ecrã 2013-12-31, às 19.37.51

Tenho de começar por dizer que sinto que aquilo que conheço de Doctor Who é ainda só a ponta do iceberg. Fui finalmente convencida a vê-la e estou, como podem ver pela imagem que escolhi, muito atrasada. Apenas com duas temporadas vistas, três por ver e uns quantos anos de história, quanto mais vejo Doctor Who, mais quero ver. Nem me considero uma enorme admiradora de ficção científica, mas neste caso tenho de abrir uma excepção.

Downton Abbey

De Jullian Fellowes
ITV
Drama Histórico
2010 – presente (4 temporadas)
Renovada

Captura de ecrã 2013-12-27, às 20.11.52

Sim, o final da terceira temporada foi um golpe muito baixo – quem vê a série sabe do que estou a falar. Tão baixo que recomecei a ver Downton Abbey com muita falta de vontade, apesar de continuar a achar que é uma das melhores séries da actualidade. A história seguiu caminhos inesperados e há mudanças que me incomodam – estou a falar dos “três mosqueteiros”; uma vez mais, quem acompanha a série, vai provavelmente entender. Ainda assim, o rigor histórico, o elenco fantástico e a deliciosa paisagem inglesa e do castelo de Highclere faz-nos querer sentarmo-nos a beber chá no jardim enquanto Violet questiona o que é um fim-de-semana.

How I Met Your Mother

De Carter Bays e Craig Thomas
CBS
Comédia
2005 – 2014 (9 temporadas)
Última Temporada

Captura de ecrã 2013-12-22, às 23.27.48

How I Met Your Mother despede-se em 2014 e, embora o diga com pena, já não era sem tempo. A história dos cinco amigos de Nova Iorque, constantemente comparada à incrivelmente bem sucedida Friends (1994-2004), dá o último suspiro de uma forma vacilante. Embora ainda espere que os seus autores tenham várias coisas na manga para os últimos episódios, o início desta temporada foi muito hesitante, seguindo a linha da anterior: alguns momentos muito marcantes e outros permeados pelo desespero. A partir do momento em que Barney e Robin se juntam, Ted torna-se no único que permanece sozinho, apesar de ter sido sempre o mais incuravelmente romântico. À medida que a realidade desse facto vai assentando, torna-se um bocadinho difícil rir do assunto e bem mais fácil sentir pena de Ted. Ainda assim, as temporadas anteriores valem muito a pena, e espero que os episódios que faltam também valham.

Once Upon a Time

De Adam Horowitz e Edwards Kitsis
ABC
Aventura, Conto de Fadas
2011 – presente (3 temporadas)
Renovada
 

Captura de ecrã 2013-12-22, às 23.12.38

Apesar de acompanhar a série desde o início, foi esta temporada que consolidou a minha fascinação pela história. A sua grande mais valia é ter abrandado na introdução de elementos novos e aprofundado a história dos que já conhecíamos, expondo as suas vulnerabilidades e explorando o seu lado bom e mau, quer fossem vilões ou príncipes encantados. A narrativa do “amor verdadeiro” e dos “finais felizes” persiste, mas ganhou novos significados, o que me faz aguardar com muito interesse o que está para vir. Nem todas as séries conseguem reinventar-se na sua terceira temporada, mas esta fê-lo com distinção. A única coisa má que tenho a apontar a esta temporada de Once Upon a Time é que vou ter de esperar dois meses para ver o próximo episódio.

Sherlock

De Mark Gatiss e Steven Moffat
BBC
Policial, Drama
2010 – presente (3 temporadas)
Renovada

Captura de ecrã 2013-12-11, às 20.18.09

Os fãs de Sherlock conhecem bem a agonia de ter de esperar um ano inteiro para ver um novo episódio da sua série de eleição mas, quando a curiosidade é saciada, é-o em grande, com uma história muito bem escrita, actores irrepreensíveis e uma realização cuidada. Cada episódio de Sherlock, de hora e meia, é um autêntico filme que nos deixa a querer sempre mais. Não se admirem se, a partir daqui, as outras versões de Sherlock vos parecerem só aceitáveis, em comparação.

As séries do ano 2012

Bem, já que nesta altura do ano fico numa de balanço cultural, e como já faço o top musical, lembrei-me que o meu outro grande vício (não, não é o chocolate) não devia ficar esquecido. Por isso, aqui fica o top 10 (meu Deus, eu vejo tantas séries que consigo fazer um top 10, kill me now) das séries que vi este ano!

10. Grey’s Anatomy – Anatomia de Grey

…no ar desde 2005

Criada por Shonda Rhimes

☆☆☆☆☆☆ – 6

Decidi começar a lista com a série que já toda a gente via, menos eu! Corre nas bocas do mundo que é uma “série de meninas”, que abunda em lamechice e que é demasiado previsível. Talvez estas características me tenham mantido prudentemente afastada durante muito tempo – isso e os episódios repetidos na Fox Life – mas acabei por reconhecer que, quando há um fenómeno de audiências, a minha curiosidade costuma falar bem mais alto que outra coisa. É claro que há limites. Li o Twilight por curiosidade, mas não me parece que o vá fazer com o 50 Shades of Grey, por exemplo.

Mas como é de outras Greys que aqui se fala, devo dizer que não fiquei desiludida com o que comecei a acompanhar. Não é a minha série preferida, mas entretém e até ajuda, moderadamente, a entender uma coisa ou outra nos corredores de hospitais. É claro que evito associar aos médicos uma vida tão caótica, infeliz e inesperada, sobretudo quando os quero com a estabilidade emocional para operar quem me é querido, mas mal não faz pensar que são humanos, certo?

9. Pretty Little Liars – Pequenas Mentirosas

…no ar desde 2010

Criada por Sara Shepard

☆☆☆☆☆☆ – 6

E de uma “série de meninas” para uma série que ainda tem mais com essa conotação! Basta olhar para o cartaz de Pretty Little Liars para entender que o público-alvo consiste, sobretudo, em adolescentes/jovens adultas, do sexo feminino, com inclinação para dramas e romances de liceu. E há que admitir que cada episódio é uma autêntica passagem de modelos que faz com que qualquer rapariga que goste de um bom guarda-roupa se roa de inveja. Talvez. Mas não se deixem enganar. Há muito mais a dizer acerca desta série.

Se são o género de pessoa que gosta de ficar agarrada ao ecrã, de criar teorias, analisar perfis psicológicos e dar uns pulinhos de susto de vez em quando, então acho que deviam dar uma oportunidade a Pretty Little Liars. Adaptada de uma saga de livros para adolescentes, de Sara Shepard, a história das quatro adolescentes cuja amiga é misteriosamente assassinada levanta um véu de intriga, desconfiança e ameaças vis que nos põe a temer pelo que a cruel -A planeará a seguir. Há quem diga que é uma Gossip Girl mais sangrenta, mas eu prefiro chamar-lhe um thriller audaz e que tem conseguido manter o interesse ao longo das três temporadas. Lamento só os grandes períodos de interregno entre episódios, que acabam por fazer o espectador dispersar e esquecer-se dos pormenores que, em séries deste género, são a chave para entender o enredo principal.

8. How I Met Your Mother – Foi Assim que Aconteceu

…no ar desde 2005

Criada por Craig Thomas e Carter Bays

☆☆☆☆☆☆☆ – 7

Sigo o How I Met Your Mother desde que entrei para a faculdade e desde o seu início que o considerei um justo substituto para Friends, cujas dez temporadas devorei em duas semanas. A história da atribulada vida amorosa de Ted e dos seus quatro amigos mais próximos, Marshall, Lily, Robin e Barney, atingiu umas inacreditáveis oito temporadas sem que a personagem “central” da história, a mãe das crianças, fosse revelada, e o mistério se mantivesse até hoje. Se, a início, todos queríamos saber quem era a feliz contemplada, a meio já quase nos tínhamos esquecido da dita cuja para nos envolvermos com personagens que foram ganhando densidade, como Barney e as suas “legendárias” peripécias, Robin e a sua insana carreira jornalística e o inseparável casal Marshall e Lily e os seus desafios como marido e mulher e, mais recentemente, pais. Contudo, temo pelo fim desta série, não porque não queira que acabe mas, pelo contrário, porque receio que a fórmula se esteja a esgotar e uma nova temporada, imprevista, tenha sido recentemente anunciada. Ted já passou os trinta, os amigos já casaram, uns até têm filhos, e a vida de bar e de solteiro já não parece fazer tanto sentido. Quase que começamos a sentir um desespero para que ele se decida de uma vez, ou que ela apareça num passo de mágica, ou por obra do destino. Por outro lado, há que admitir que uma pessoa se sente menos mal em permanecer solteira ao ver a situação do Ted. Acho que no dia em que série acabar, muita gente vai dizer “Bolas, até o Ted já encontrou alguém, e eu aqui”.

7. New Girl – Jess e os Rapazes

…no ar desde 2011

Criada por Elizabeth Meriwether

☆☆☆☆☆☆☆ – 7

A encantadora Zooey Deschanel, que passei a admirar desde 500 days of Summer, decidiu dar um pulinho do grande ecrã para o pequeno ecrã. Não, não comecem já a pensar que é descer de cavalo para burro. Como a estrela desta série, Zooey mostra um lado bem mais desorientado e lunático ao que estamos habituados, sem perder a aura de inocência e girl next door que toda a gente gostava de conhecer. Com atrevimento q.b., é uma série muito family friendly e bem mais branda do que aquilo que se pensaria de uma série com uma rapariga a viver sozinha com três rapazes em casa.

6. Fringe

 …no ar desde 2008

Criada por J.J. Abrams, Alex Kurtzman e Roberto Orci

☆☆☆☆☆☆☆ – 8

Esta é, na minha opinião, e como tenho vindo a apregoar durante os últimos dois anos, uma das melhores séries de ficção científica da actualidade, se não a melhor. Tempo, universos paralelos, teletransporte, telecinécia, projecção astral, observadores, viagens no tempo, criaturas estranhas… os ingredientes estão lá todos, e tão bem misturados, que acho que mesmo quem não tem particular preferência por ficção científica conseguirá achar esta série, no mínimo, bastante tolerável. As personagens principais, Olivia, Peter e Walter, estão muito bem desenvolvidas, são consistentes e envolventes. Até uma pessoa como eu, que não percebe nada de física, química e ciência no geral, teve curiosidade de ir procurar as teorias que a série levanta. Mas, mais que isso, fez-me pensar. No que somos, no que fazemos, na razão por que o fazemos e de que modo o que nos acontece acaba por moldar aquilo em que nos tornamos. Mas isto é só um resumo. As questões são muito mais. E, com grande pena minha, como a maioria das boas séries de ficção científica que não envolvem zombies às dentadas ou macabras ligações, o seu fim está anunciado para esta temporada.

5. Sense and Sensibility – Sensibilidade e Bom Senso

..mini série de 2008

Realizada por John Alexander e adaptada por Andrew Davies

☆☆☆☆☆☆☆ – 8.5

Li o romance de Jane Austen no início de 2012 e, curiosamente, mesmo após o ter acabado, em vez de ir ver as adaptações cinematográficas ou a edição em série mais antiga e conhecida, fui dar com esta mais recente adaptação de 2008, emitida pela BBC. Não me consta que tenha sido emitida em Portugal em algum canal, mas eu não me arrependo nada de a ter visto. Com um elenco que me era desconhecido mas que não desilude nem por um minuto, esta mini série está realizada com uma enorme sensibilidade, fazendo justiça ao nome, e com um cuidado na fotografia que é de louvar. Quando a história fala por si e as personagens nos são familiares, o melhor que se pode esperar de quem a adapta é o cuidado não de transpor exactamente para o ecrã aquilo que se leu no papel mas de pegar cuidadosamente na sensação que a obra lhe transmitiu e imprimi-la na película da melhor forma que sabe, pela sua perspectiva. Penso que, neste aspecto, esta é uma série muito bem conseguida e inspiradora.

4. Once Upon a Time – Era uma Vez

…no ar desde 2011

Criada por Edward Kitsis e Adam Horowitz

☆☆☆☆☆☆☆ – 8.5

Once Upon a Time estreou já no final de 2011. Confesso que, antes de ver a data de estreia, quase juraria que tinha sido uma série deste ano. Já na segunda temporada, a ideia de Kitsis e Horowitz, conhecidos por Lost, tem feito sucesso e conquistado espectadores de várias idades. Numa altura em que se multiplicam as adaptações dos contos infantis que todos conhecemos a uma versão mais adulta (muitas delas bastante grotescas, revolta-me até que cheguem às salas de cinema), esta afirma-se como aquela que é capaz de o fazer sem trair o original. É claro que os desvios são imensos, e que muitas vezes é complicado reconhecer as princesas, príncipes e monstros que nos foram apresentados quando éramos ainda muito pequeninos, mas rapidamente se torna plausível que Henry seja o único rapaz lúcido, capaz de ver para além das vidas banais de toda a gente.

3. Sherlock

…no ar desde 2010

Criada por Steven Moffat e Mark Gatiss

☆☆☆☆☆☆☆ – 9

Antes de continuar, tenho que dizer que fiquei mesmo muito indecisa em relação a estes três primeiros lugares, porque todas estas três séries me apaixonaram quase de imediato. A única razão para Sherlock estar em terceiro e não em primeiro lugar é, na verdade, um bocado injusta no panorama geral. Só vi os episódios da primeira temporada, e apenas ontem vi o primeiro da segunda, pelo que achei que não a poderia avaliar na totalidade sem a ter visto na toda. Contudo, para todos os efeitos, bem podem encarar este como um primeiro lugar. Para além de um elenco de luxo – confesso também que é para mim um prazer ouvir os cerrados sotaques londrinos das personagens -, é uma série muitíssimo bem escrita e com um ritmo absolutamente aliciante. Se há algo que esta série nunca será é aborrecida. Sem o exagero de efeitos especiais complexos, recorrendo ao invés a raciocínios intricados e intrigas envolventes, é impossível não ganhar afinidade pelos investigadores secretos, Sherlock e John Watson, e não sentir o entusiamo ao entrar no pequeno apartamento que partilham em Baker Street.

2. Downton Abbey

 …no ar desde 2010

Criada por Julian Fellowes

☆☆☆☆☆☆☆ – 9

Com a qualidade a que a BBC já nos habituou, Downton Abbey é a série sensação! Aquilo que disse relativamente a Sherlock aplica-se completamente a Downton Abbey: não só não tive tempo de completar as três curtas temporadas – quando uma coisa é realmente boa, tento poupá-la, para não a gastar toda de uma vez sem a apreciar como devia – como, em termos de actualidade, ambas foram lançadas antes do ano de 2012, daí terem ficado ligeiramente atrás. No entanto, no que diz respeito a qualidade do enredo, da história e da rodagem, Downton Abbey dá-nos tudo o que pedimos e ainda mais! Mais uma vez, as performances dos actores são irrepreensíveis, as personagens têm densidade e perfis psicológicos bastante bem delineados. O facto de ser filmada realmente na moradia de Downton Abbey, em recuperação, confere-lhe ainda realismo e transporta realmente o telespectador para as angústias da Primeira Guerra Mundial e para o mundo da aristocracia do início do século passado. Se Sherlock é um bom modelo a seguir, penso que Downton Abbey é um exemplo perfeito de como uma série não deve cair na preguiça dos planos tradicionais, sempre iguais, com a luz já pronta em estúdio, como fast food, rápida a consumir e filmar. A originalidade de realização e o cuidado em tornar sempre novo e atraente o cenário (real) que, embora não pareça, está consignado sempre aos mesmos recantos de jardim e quartos, é uma excelente lição de originalidade.

1. Perception

…estreou a 9 de Julho de 2012

Criada por Kenneth Biller e Mike Sussman

☆☆☆☆☆☆☆ – 9

Por fim, o primeiro lugar foi conquistado por Perception, a novíssima série do TNT. Quem me conhece sabe bem que sou completamente fascinada pelo funcionamento do cérebro humano. Estou convencida de que, se não tivesse decidido enveredar por ciências da comunicação, tinha andado pela neurociência, pela psicologia e pela antropologia. Provavelmente por isso, nem pensei duas vezes quando li a descrição desta série, mas tenho a dizer que os primeiros três episódios não foram capazes de me convencer. A série só ganha vigor sensivelmente a meio, quando julgamos começar a entender o modo como funciona o esquizofrénico paranóico Dr. Daniel Pierce. E digo “julgamos” porque se há coisa que a série não oferece é certezas. Personagens que vão e vêm e nunca chegam a sair da cabeça de Daniel misturadas com crimes bem reais e pessoas mais ou menos neuróticas. No final de contas, e por incrível que pareça, damos por nós a perguntar: será que quero mesmo que as alucinações (ou as ilusões) acabem?