St. Patrick’s Day – John Mayer

Assim sem me aperceber, muito de mansinho, o John Mayer foi-me conquistando sem aviso. Se calhar venho muito tarde já, mas não estou muito preocupada com isso.

Ontem, antes de adormecer, pus-me a ouvir esta música, que não me tinha saído da cabeça o dia inteiro e, de repente, tive um sentimento muito estranho, uma espécie de catarse e de epifania ao mesmo tempo. Sim, consegui adormecer mesmo depois disto.

Subitamente, senti uma onda de optimismo que não sei explicar, como se algo de muito bom estivesse para acontecer. É uma parvoíce mas, como não ando propriamente a dançar de felicidade e realização nos últimos tempos, decidi agarrar a sensação com todas as minhas forças. Foi quase como um sonho lúcido, uma miragem. Não vi as coisas à minha frente, mas senti que ia ficar tudo bem. Não sei explicar… Por momentos, tive saudades do futuro. Isso foi o quão claro tudo me pareceu, quão seguro e desafiante ao mesmo tempo, quão diferente e quão melhor.

Talvez alguma coisa nos acordes da St. Patrick’s Day tenha acordado alguma parte adormecida do meu cérebro, para me lembrar que não me faltam sonhos, e que não me serve de nada acomodar-me à ideia de que o universo tem um humor negro que decidiu aplicar em mim. Pela primeira vez no ano, e em alguns anos, senti que não perdi absolutamente nada, e que não o vou perder sem uma luta renhida. E orgulho-me em dizer que, desta vez, a pessoa que não me posso dar ao luxo de perder sou eu própria.

2 thoughts on “St. Patrick’s Day – John Mayer

  1. Que entrada tão animadora, Sofia! :D

    Por acaso, confesso que nunca fui grande fã do John Mayer, mas não desgostei por completo dessa St. Patrick’s Day que postaste, pode ser que ainda acabe por mudar de opinião.

    A mistura de uma catarse com epifania parece-me difícil de imaginar, mas é definitivamente cativante. Como conseguiste adormecer depois disso, não faço ideia. xD

    Entristece-me saber que não andas “a dançar de felicidade e realização nos últimos tempos”, mas espero e acredito que isso seja algo temporário. ;)

    Não posso dizer que não compreendo por completo o que sentiste. Por vezes, também me ocorre o mesmo, e creio que seja natural. Acho que é algo que surge com um período de introspecção pessoal, onde acabamos por ver que nós somos os responsáveis por tudo aquilo que nos aguardará no futuro, e a parte sonhadora e ambiciosa de nós acaba por ver que não está nada traçado. O que nos espera é, essencialmente, um livro (no pun intended :P) em branco. E acho que devemos mesmo interpretar isso com uma onda de optimismo e ânimo, pois existem inúmeras possibilidades positivas que poderão daí provir.

    “Saudades do futuro”, gostei muito dessa tua expressão, tem uma definitiva beleza poética. É interessante o impacto inesperado que certas canções podem ter em nós, acho que isso diz muito sobre a própria magia da música. Por vezes, até nem depende da canção em si, mas sim de a ouvir na altura e no sítio certo. Aprovo por completo que não te acomodes à incorrecta ideia de que o Universo te reservou um humor negro, pois, tal como dizes, ainda te tens a ti própria e essa é a pessoa mais importante para definir o sucesso e a felicidade do futuro que te espera. :-)

    Gostei muito da entrada, e continuarei seguindo o blogue! Beijinhos**

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