Top Musical 2011

Com o ano mesmo a acabar, decidi seguir o exemplo do ano passado e fazer um top 15 das bandas que mais ouvi em 2011, com base nas reproduções registadas na Last.fm. Como agora, não sei como, o scrobbler não regista as músicas ouvidas no Ipod, o balanço é capaz de ficar um bocado enviesado, já que estas são só as músicas que eu ouço no computador. Ainda assim, aqui fica!

15 -> The Young Veins

Os Young Veins são fruto de uma saída de George Ryan Ross e Jonathan Jacob Walker do grupo Panic! at the Disco que, por sinal, eu seguia nos meus tempos de adolescente. A banda foi formada na Califórnia, em Agosto de 2009, e o primeiro álbum, Take a Vacation! (acabei de reparar que os meninos têm a mania dos pontos de exclamação), foi lançado em Julho do ano seguinte. Reconheço-lhes uma sonoridade que me faz lembrar os Beatles, e umas quantas músicas bastante viciantes. Aquela que destaco chama-se “Maybe I Will, Maybe I Won’t” e define muito o meu estado de espírito deste ano. Foi minha companheira das aulas de Teorias do Drama e do Espectáculo muitas vezes.

14 ->Andrew Bird

Ele é cantor, compositor e multi-instrumentista, embora seja de destacar o violino. Nasceu em Chicago e conta com uma discografia já bastante vasta. O álbum que repetiu mais na minha playlist chama-se “The Misterious Production of Eggs”, de 2005. E a música que mais ouço chama-se “Sovay” que, descobri eu, é uma maneira ancestral de dizer “Sofia”.

13-> Cults

Já falei deles mais ou menos em pormenor num post que por aí anda, por isso não vou acrescentar grande coisa. São uma banda completamente nova e lançaram o seu álbum homónimo este ano. Ouvi-os pela primeira vez na Antena 3 e a música “You know what I mean” acompanhou-me em muitas viagens de autocarro.

12 -> Band of Horses

Muito que estes meninos nos fizeram chorar este Verão. Sim, literalmente. Estão completamente inseridos na cena indie, não se ouvem em rádio nenhuma, mas são muito bons mesmo. Andámos a cantar, na Maré de Agosto, a “No One’s Gonna Love You” e a lavarmo-nos em lágrimas com ela. Significa muito para mim, é de partir o coração. Diria mesmo que é a imagem da desolação. Adorava saber a história atrás desta música.

11 -> Beach House

Não me surpreende que este ano façam parte da lista. O álbum “Dream House” é absolutamente enternecedor e faz toda a justiça à categoria de dream pop. “Zebra” foi banda sonora de muitos devaneios.

10 -> Junip

Esta é uma das bandas que provavelmente estaria mais no alto desta lista, precisamente porque os ouvi compulsivamente. A “Always” deve ter mais de 500 reproduções no meu Ipod. Cheguei a pô-la no repeat para a ouvir a viagem inteira de autocarro (sim, eu ouço muito música no autocarro xD). É uma das músicas mais viciantes de sempre.

9 -> John Mayer

Esta é uma paixão muito recente, que estou surpreendida de só ter descoberto agora. Com letras poderosas, grandes solos de guitarra e melodias sempre, mas extremamente catchy, John Mayer ganhou este lugar apenas com as reproduções dos últimos dois meses. Como se já não fosse suficiente ser muito talentoso, ainda é bonito e cobiçado por muitas (e muitos, provavelmente =P). Como publiquei a “All we ever do is say goodbye”, vou deixar aqui a “Neon”, ao vivo, em Los Angeles.

8 -> Oren Lavie

Todos os anos, há alguém que chega a esta lista só por causa de uma música. De certo modo, o Oren Lavie está neste lugar quase só por causa da “Her Morning Elegance”, uma música muito shinny e com um videoclip muito bem feito!

7 -> Everything Everything

E por falar em one hit bands. xD Este é mais um belíssimo exemplo, até melhor que o anterior. Vai agora fazer um ano desde que ouvi pela primeira vez a “Final Form” numa sessão nocturna, na Antena 3. É por pouco que fica nas listas deste ano, já que daqui a uns dias provavelmente sairá do top. Ainda assim, gosto imenso da música, embora não tenha dedicado grande atenção ao resto do álbum.

6 -> Alexandre Desplat

Ora aqui está a prova da minha “maluqueira” por bandas sonoras. Desplat tem várias que eu revisito, como a The Curious Case of Benjamin Button ou mesmo a do New Moon, mas este ano o destaque vai para Harry Potter e os Talismãs da Morte Parte 2, o muito sofrido final da saga que me fez chorar até não ter mais lágrimas. Aqui fica a minha música preferida, Farewell to Dobby, personagem que me é tão querida que deu nome ao meu gato mais novo.

5 -> Eliza Doolitle

A Eliza Doolitle representa o lado da pop que eu aprecio. Tem um bom feeling, uma boa voz e poucos cenários em que se esconder. É mesmo excelente música para se ir cantarolando nos dias solarengos de Primavera, em Lisboa, quando a esplanada e os jardins chamam bem mais do que as cadeiras das bibliotecas.

4 -> The Bird and the Bee

Ouvi The Bird and the Bee tão compulsivamente quanto as suas músicas absolutamente viciantes o exigem. Durante uns bons meses, sobretudo a partir de Setembro, estiveram constantemente na minha cabeça. Nem consigo escolher bem uma música só, já que me viciei numa série delas! No entanto, como acho que já postei tanto a Fucking Boyfriend como a Polite Dance Song, deixo aqui a Ray Gun, banda sonora de muitas noites em Lisboa, encharcadas de questões parvas, que não precisavam de ficar sem resposta.

3 -> Thomas Newman

E ora aqui está mais uma prova da minha paixão por bandas sonoras, desta feita por causa de Thomas Newman. A música final de Revolutionary Road acompanha-me vezes sem conta no estudo mais desesperado, e consegue sempre ajudar-me. É também intrigante. Lembro-me até de, num desses desafios do Facebook, ter usado esta música para me descrever.

 

2 -> Coldplay

Os Coldplay estão novamente num grande lugar de destaque, e continuam em primeiro lugar na minha lista geral. Que os álbuns deles até à data são brilhantes e as músicas intemporais, disso não tenho dúvida. Não posso, no entanto, de deixar de sublinhar que este novo álbum está bastante fraquinho e bem distante do nível dos anteriores. Com a reprimenda dada, deixo aqui uma das minhas redescobertas, algures à procura nos EPs mais antigos, de uma das músicas mais enternecedoras deles.

1 -> Fleet Foxes

Este é um primeiro lugar merecidíssimo, dado o lançamento, em Maio, de Helplessness Blues, provavelmente o melhor álbum que já alguma vez ouvi. Digo-o sem exagero. Quando foi lançado, estive umas boas semanas sem “tolerar” ouvir mais coisa nenhuma a não ser as músicas. Quanto mais o ouço, mais apaixonada fico por ele. Foram, sem dúvida, a melhor “re-revelação” do ano! E como para mim é quase impossível escolher uma única música favorita deles, opto por “Montezuma”, a música de abertura do álbum, o cartão de entrada para uma obra de arte fantástica.

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