(O fim de) Uma Era

“Tell me one last thing,” said Harry. “Is this real? Or has this been happening inside my head?”
“Of course it is happening inside your head, Harry, but why on earth should that mean that it is not real?”

Vim a aperceber-me que o facto de ser uma fã mais que aficcionada de Harry Potter é tão adquirido que nem me dou ao trabalho de falar sobre isso aqui no blog. Seria como dizer que tenho sardas, ou que como todos os dias. Cresci de tal modo com os livros, aprendi tanta coisa como eles que, de certo modo, a história se fundiu com a minha vida e moldou a minha maneira de pensar. E hoje, quase onze anos depois, aqui me vi eu, sentada numa sala de cinema, a ver o final da história que marcou o início da construção da pessoa em que me tornei. Por mais que o tempo passe, por muito que eu tenha de enfrentar daqui para a frente, este universo, estas ideias em que eu acredito hoje, estas bases que fazem de mim quem eu sou, vão acompanhar-me para todo o sempre.

O que imaginava hoje, quando cheguei a casa, era uma conversa com os meus filhos. Uma em que a Sofia do futuro dizia que, quando a J.K.Rowling acabou a saga e se despediu dos fãs, disse que Hogwarts estará sempre lá para nos dar as boas-vindas a casa. E a parte mais importante vem a seguir. Depois de o ter relembrado, diria “Depois de todos estes anos, nunca deixou de estar.”

E hoje digo sublinho a impossibilidade de alguma vez abandonar estas bases que construí para mim. Sempre quis ser inteligente como a Hermione, louca como a Luna, desajeitada como o Ron, coração mole como o Hagrid, diferente como o Neville, sábia como o Dumbledore, corajosa como o Snape, decidida como a Ginny, maternal como a Molly, selvagem como o Sirius, instável como a Tonks, compreensiva como a Lily, sensata como a McGonagall, com sentido de humor como o Fred e o George, indomável como o James e, acima de tudo, capaz de acreditar com todas as minhas forças no laço que me une aos outros e no quão ele é bem maior que o medo da morte, como o Harry. E seguir em frente com tudo isto. Porque, de todas as vezes que voltar a Hogwarts, isso nunca significará voltar atrás. Significará, verdadeiramente, como a J.K.Rowling o disse, voltar a casa.

 


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