Mimi

Inauguro o novo mês com uma má notícia. A minha cadelinha Mimi morreu com 14 anos e meio há duas semanas. Só soube ontem porque os meus pais preferiram não me dizer nada até que acabassem os exames. O meu pai esteve cá ontem e aproveitou para mo dizer. Foi muito pacífico, ela estava bem no dia anterior. E, creio eu, teve uma vida pacífica.

Lembro-me de quando a adoptámos. Ela foi a única a sobreviver de uma ninhada de seis, acho eu, e foi a minha oferta quando eu fiz seis anos. A minha mãe é que escolheu o nome “Mimi” porque ela ladrava muito e de uma maneira muito estridente, e, na altura, dava uma novela na RTP em que uma das personagens era cantora de ópera e chamava-se Mimi. Assim ficou. Acho que a minha mãe sonhou com o nome, veja-se só. Pode ser só fruto da minha imaginação, ou as minhas memórias de quando eu tinha seis anos a degradarem-se.

Hoje é dia da criança. Mas, dentro de mim, mais um pedacinho da “minha” criança foi com a Mimi, agora à frente da minha casa com um conjunto de aloe veras que o meu pai plantou com todo o carinho.

RIP

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