O melhor do ano de 2010

Eu acabei de reparar que pus aqui um post a anunciar um top das bandas que mais ouvi em 2010 para breve que nunca cheguei a fazer, tal foi a onda de trabalho que se abateu sobre mim e o cansaço que tive de expulsar nas minhas duas semaninhas de férias de semestre nos Açores. Mesmo assim, ainda venho a tempo. Ainda há dois dias foram distribuídos os Grammy, por isso, até estou em sincronia com o mundo, para variar. E, como que a contrariar aquilo que acabei de dizer, decidi incluir também os resultados dos Grammy para fazer uma espécie de comparação.

Os Vencedores dos Grammys 2011!
Álbum do ano:
– THE SUBURBS, dos Arcade Fire
Esta é a minha maior e provavelmente única alegria nos Grammys este ano! É verdade que já descobri os Arcade Fire mais ou menos tarde, a comparar com amigos meus e com o sucesso que já tinham arrecadado quando os decidi começar a ouvir mas, tarde ou cedo, conquistaram-me e mereceram completamente este prémio, na minha opinião. O álbum está muito bom, tem várias músicas bastante catchy e não trai a identidade da banda. Confesso que me alegrou o espírito saber que a música alternativa também tem um lugar ao sol na cultura contemporânea.

Gravação do ano:
– NEED YOU NOW, de Lady Antebellum
Como já vai dar para ver um pouquinho mais abaixo, esta foi a música mais premiada da noite, arrecandando nem mais nem menos que 4 prémios, um deles este, de gravação do ano. Já agora, continuo o “discurso” já na categoria abaixo.

Canção do ano:
– NEED YOU NOW, Dave Haywood, Josh Kear, Charles Kelley & Hillary Scott (compositores), interpretada por Lady Antebellum.
Nunca adivinharia que seria esta a vencedora. Acho uma música interessante, dentro do seu estilo. Fica no ouvido, é acessível para trautear. Não era provavelmente algo que pusesse para ouvir no Ipod, mas até constrói uma imagem mental de uma história bastante clara.

Artista revelação:
– ESPERANZA SPALDING
Shame on me, não faço ideia de quem seja. Só sei que esta pessoa já foi capaz de levar os fãs do Justin Bieber à fúria extrema, já que “roubou” o prémio ao rapaz.

Melhor álbum vocal pop:
– THE FAME MONSTER, de Lady Gaga
Eu sou daquelas pessoas que ainda não entendeu o fenómeno Lady Gaga. Vejo por todo o lado imensa gente a defendê-la, desde rockeiros e metaleiros aos adoradores da pop. Dizem que ela revolucionou o panorama da pop, que veio trazer uma lufada de ar fresco ao universo da música. Tal é o falatório que senti curiosidade em ouvir o álbum do princípio ao fim, apesar de ela não fazer muito o meu género. Por isso mesmo, por ter ouvido o albúm todo, posso dizer que, a nível de música propriamente dita, não fiquei impressionada. Dou-lhe todo o mérito pelas polémicas que causa ou até por tentar, à sua maneira muito própria, chamar a atenção para determinados assuntos. Só que, na verdade, o que eu vejo não é uma discussão acerca desses mesmo assuntos mas sim acerca dela própria e de até onde mais irá para se fazer notar (ou as suas causas, pronto). Ainda assim, a atribuição deste prémio era previsível. Julgo que vou aguardar que o fenómeno se vá explicando por si próprio, aos bocadinhos.

Melhor álbum de Rock:
– THE RESISTANCE, de Muse
Sim, este prémio também me animou o espírito! Gosto muito dos Muse, e este último album marcou um registo um bocadinho diferente do usual. Ainda assim, mesmo que possam parecer um tanto ou quanto pretenciosos, de certa maneira, estiveram bem e arriscaram (por que não?). E, diga-se, veio salvar a música que fizeram para o último filme do Twilight, que é um misto de completa desilusão e um muito breve êxtase final, quando é o piano que assume o papel principal.

Melhor álbum de R&B:
– WAKE UP!, de John Legend e The Roots
Eu conheço relativamente bem o John Legend, mas confesso que o lançamento deste álbum me passou ao lado. Ainda assim, se estiver na linha de trabalhos anteriores, acredito que seja merecido.

Melhor álbum de rap:
– RECOVERY, Eminem
Ora aqui está uma categoria em que não tenho qualquer confiança para me pronunciar. Portanto, por aqui me fico.

Melhor interpretação de Rap:
– NOT AFRAID, de Eminem
Eu esta música até conheço e tenho que admitir que fica forçosamente na cabeça, quer queiramos, quer não. Não se fique aqui com a ideia que não gosto do Eminem. Do pouco de rap que ouço, ele até me parece ser bastante competente naquilo a que se propõe.

Melhor álbum Country:
– NEED YOU NOW, de Lady Antebellum

Melhor Canção Country:
– NEED YOU NOW, de Lady Antebellum
E, tal como já tinha dito, lá surge novamente a Lady Antebellum que, vai-se lá perceber porquê, associo a “Libelinha” – por causa do Antebellum; não que uma coisa tenha a ver com a outra, mas enfim, o meu cérebro funciona de maneiras misteriosas. Que posso mais eu dizer? Talvez seja, afinal, uma promessa da country/pop.

E pronto, vistas as principais categorias dos Grammys, vamos lá ver o que é que andei a ouvir em 2010. Vou fazer uma contagem decrescente, que tem sempre mais piada.

No 12º lugar estão os Kings of Convenience, o duo folk da noruega que tive o prazer de ir ver ao Coliseu Micaelense aí há uns anos. Quando em situações de stress, o som acústico destes dois é sempre uma excelente alternativa.

Em 11º lugar ficaram os The Beatles. Sim, eu continuo a ouvi-los, mesmo depois de tantos anos de separação. Eu acho que eles são um bocado o rock clássico, a base para imensos trabalhos que hoje vemos por aí. E não há nada como voltar às bases.

A minha primeira concordância com os Grammys vai para os Muse, que estão em 10º lugar. Comecei as ouvi-los mais no ano passado. É impressionante que apena três pessoas consigam fazer músicas tão cheias e completas.

O 9º lugar é, para mim, uma redonda surpresa. Pertence a Carter Burwell, compositor contemporâneo para vários filmes com bandas sonoras lindíssimas. Tenho de sublinhar que este resultado tão alto é fruto das audições sucessivas da “Bella’s Lullaby”, música feita para o primeiro filme da saga “Twilight” que está, na minha opinião, soberba. É uma daquelas músicas capazes de me esfregar na cara que ter desistido do piano foi um erro colossal. Ah, well, life goes on.

Os Fleet Foxes ganharam o 8º lugar com a audição de apenas um álbum homónimo. Soube no início deste ano que o segundo álbum está a caminho e que se prevê um lançamento para breve. Estou a tentar não ter expectativas demasiado altas, porque o primeiro está absolutamente fenomenal!

Os A Silent Film, em 7º lugar, estiveram em Portugal em 2009, no Optimus Alive!, mas só me conquistaram verdadeiramente o ano passado. Poderia talvez dizer que foram os substitutos possíveis para os Keane por quem tanto me apaixonei e que de modo tão categórico estilhaçaram quase todo o apreço que tinha por eles, daí a sua ausência desta lista. Não se entenda com isto que me desiludi com alguma atitude que os moços possam ter tido. O que me partiu o coração foi mesmo a viragem mais ou menos brusca para uma pop que não me fascina.

Nunca imaginaria que tinha ouvido tanto os Kings of Leon, de tal modo que os conseguisse posicionar em 6º lugar. Gosto da onda, do estilo, as músicas são extremamente catchy e há momentos bastante ao lado nos álbuns deles que me atraem. Veremos se a atracção se manterá.

Os The XX, em 5º lugar, arrebataram os corações de muita gente em 2009 e continuaram a fazê-lo em 2010. Só com um álbum de estreia, conseguem ter letras consistentes, vozes imaculadas que não combinam nada com uma aparência que até nem é correspondente à mestria das suas músicas. Não quero com isto dizer que os moços tenham mau aspecto, mas mais facilmente os colocaria na cena pop ou electrónica do que na música alternativa, suave e delicada que fazem. Já há rumores de segundo álbum, e eu mal posso esperar!

Aqualung lançou um novo álbum em 2010 e nele trouxe uma música, de nome “Remember Us”, que eu ouvi tantas vezes que é provavelmente a razão para ele estar em 4º lugar nesta lista. Desde “Brighter than Sunshine”, o single para o filme “A Lot Like Love” que, já agora, passou na televisão anteontem, que o sigo, reforçando ainda mais com a música da personagem Sketch, dos Skins, “Good Times Gonna Come”. Com tantas músicas que falam por si só, não me admira que o continue a ouvir com tanta frequência.

Entramos no top 3 com os Oasis. A quantidade de músicas fantásticas é tão grande que não sei onde começar, muito menos onde acabar. Acho que este ano me deu uma espécie de nostalgia e tanto os recordei que eles acabaram por marcar o então presente, mais do que já tinham marcado o passado.

O 2º lugar merecido vai para os Radiohead, que eu já não ouvia há imenso tempo mas que são também uma das minhas bandas favoritas de sempre. Anunciaram há uns dois dias que vão lançar o novo álbum no final desta semana o que, depois de quatro anos de espera, é uma notícia bombástica e completamente inesperada! Que mais dizer? Só os Radiohead para anunciarem o lançamento de um novo álbum com apenas uma semana de antecedência.

E finalmente, os mais ouvidos este ano foram…

(isto agora era a altura do drum roll)

Os Pearl Jam!
Sim, eu gostava deles, mas não era a fã mais fervorosa que existe. Depois de 2010, posso dizer que os conheço muito melhor e os admiro profundamente. Estes não saem da lista de favoritos nem tão cedo!

Uff! Já está. Não segui assim muito as tendências, mas também não se pode dizer que tenha estado completamente apagada do panorama geral (os Muse não me deixam mentir). E pronto, com a minha promessa cumprida, por aqui fico.

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