Hoje apeteceu-me partilhar aqui esta foto, de autor desconhecido (pelo menos para mim). Com a aproximação do “fatídico” dia dos namorados, já me fartei de ver corações, peluches, rosas e coisas cor-de-rosa em todo o lado. Até à data, ainda não gostei do dia dos namorados, nem quando estava a namorar, porque acho que é uma maneira de pôr rótulos à maneira de amar uma pessoa e, acima de tudo, à maneira de expressar esse amor. Por que raio havemos todos de gostar das mesmas coisas? Para sermos românticos, temos de adorar peluches e coisas fofinhas? Digo isto com todo o respeito às pessoas que gostam deste tipo de coisas. Aliás, é a elas que a sociedade chama de normais. Não que me incomode a falta de normalidade, mas incomoda-me o bombardeamento de publicidade à volta de uma coisa que não me diz nada. Bem, seja como for, esta fotografia acaba por me fazer recuar no meu raciocínio do amor padronizado e de expressar uma ideia muito geral de que, tal como uma polaroid, apaixonarmo-nos devia ser instantâneo, natural e descomplicado. É verdade que acredito que o amor propriamente dito só se desenvolve depois de algum tempo e com uma espécie de confirmação de que encontramos um companheiro de vida, mais do que uma pessoa que nos atrai. Mas amor é uma coisa e paixão é outra.
Mas agora não me vou alargar, porque tenho um prato de salsichas, esparguete e ovo à minha espera, e ainda não comi nada o dia todo. Ficará para “cenas do próximo episódio”.

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