Noite Vazia

Como qualquer estudante universitário que se preze, decidi criar uma teoria maluca que implica mistura de horários de sono e estudo e resulta numa desregulação do horário de uma pessoa normal. Então, que decidi eu afinal? Decidi que havia de sabotar os meus horários normais e, nos próximos dois dias, deitar-me às seis da tarde para acordar às quatro/cinco da manhã para estudar mesmo muito cedo. O objectivo último é que na Quinta-Feira, dia do fatídico exame de sociologia, eu me levante precisamente por essa hora, tome banho, relaxe e reveja a matéria toda antes da dita avaliação. Vantagens? Ao ver as coisas novamente umas meras horas antes, elas não poderiam estar mais frescas na minha memória. Para além disso, vou conseguir dormir uma noite descansada, porque vou estar a pensar “Quando acordar, ainda vou ter tempo de ver as coisas outra vez com calma”. Mas eu não sou propriamente uma pessoa que consiga adormecer às seis da tarde e permanecer assim até às quatro. Por isso mesmo, decidi que precisava de fazer uma directa para amanhã (que, na verdade, é já hoje) ficar com tanta sono que sinta necessidade de ir para a cama às seis e só acorde quando tiver as minhas dez ou onze horas de sono bem dormidas. Eis a minha muito longa explicação para estar acordada a às 5 e meia da madrugada numa Terça-Feira.

A Laura está a dormir já há umas largas horas. Tem frequência amanhã, mas está muito feliz porque conseguiu passar à primeira frequência de Lógica. Eu também fiquei feliz por ela, talvez não o tenha demonstrado de uma maneira satisfatória, mas fiquei mesmo.
Quando o sono me estava mesmo a começar a atacar, decidi que tinha de fazer alguma coisa que não envolvesse ficar quieta, por isso decidi ir mudar os lençóis e pôr uma máquina a lavar. Nunca antes me tinha apercebido que uma máquina de lavar roupa fosse tão barulhenta. Mas a Laura não acordou e a bebé dos vizinhos aqui mesmo do lado não acordou.
Continua muito escuro lá fora e apercebi-me de que não sei ao certo a que horas é que amanhece. E apercebi-me também que este vai ser o primeiro amanhecer que vou ver em Lisboa. Andei eu, durante tantos anos da minha vida, a ouvir falar de uma “Lisboa que amanhece” e só agora é que a vou ver. Algo me diz que não me vai aliviar o sono, mas prefiro não pensar nele, para ver se não me ataca.
A fase pior parece já ter passado. Mas continuo a sentir-me demasiadoo dormente a cada dia que passa, como se não tivesse qualquer controlo sobre a minha vida. As coisas passam, e eu vou passando devagar e ensonada.
A programação a esta hora é uma tristeza, não há mesmo nada. Ainda bem que a internet nos salva com séries e afins que ao menos me mantém acordada.

Vou ver o tempo passar e acabar a noite. O dia vai ser mais fácil, e talvez seja devolvida a coerência ao meu discurso.

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