Canto

Há momentos que aparecem de repente e que nos fazem repensar nos nossos objectivos. Como aqueles em que nos chamam para um palco, com dois músicos que tocam muitíssimo bem dizendo que vão tocar uma das nossas músicas preferidas de sempre, nos dão um microfone e nos deixam cantar, mesmo que para um grupo pequeno de pessoas que presta pouca atenção. E é aí que me apercebo, quando o microfone vai escorregando das mãos com os nervos, ou reparo que estupidamente tenho as pernas a tremer e a música – que parece que sai pelos poros e me enche de si própria – me dá arrepios, ou concluo que pouco me importa se as pessoas estão a ouvir ou não, porque sinto mesmo que não há ontem nem amanhã, só o hoje, o aqui e o agora, as notas, a melodia, o som, as sensações, o calor, o momento e as pessoas que, com cuidado, guardo dentro de mim e pretendo envolver na minha teia, que estes são os momentos capazes de me resgatar completamente da melancolia ou da ânsia. E as saudades que tenho deles… e as saudades que tenho de os ter em abundância no futuro!

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